segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Rondônia e seus parceiros vão exportar 200 mil toneladas/mês de borracha ao Irã

Rondônia e seus parceiros vão exportar 200 mil toneladas/mês de borracha ao Irã

Rondônia e seus parceiros vão exportar 200 mil toneladas/mês de borracha ao Irã
Em rápido pronunciamento nesta sexta-feira (14), no Palácio Rio Madeira, após a reunião com a comitiva de empresários bolivianos e brasileiros sobre a exportação de borracha para o Irã, o secretário adjunto da Casa Civil, Helder Risler, afirmou que Rondônia e seus parceiros tem condições de exportar, já a partir de março próximo, 200 mil toneladas de borracha por mês.
O país persa, que sofre um pesado embargo do governo norte americano, para aquisição de borracha sintética, está livre para comprar o látex do seringal nativo, e apresentou a Rondônia uma proposta para compra 400 mil toneladas/mês, o que só será possível com a união e esforço de seus parceiros, entre eles os Departamentos de Beni e Pando, da República da Bolívia, além do Estado do Acre e Região Sul do Amazonas.
Risler disse que foi uma reunião produtiva pelo que foi discutido e acordado, reconhecendo importantes avanços nesta discussão sobre a produção e exportação de borracha, que já foi o mais importante produto da exportação brasileira, e que agora retoma o caminho. Para ele, a decisão de unir os esforços se justifica porque “sozinha Rondônia não tem capacidade de formar o estoque exigido pelos iranianos, mas a Mesa da Irmandade formará parcerias com os vizinhos”, explicou, reconhecendo que a reunião poderia avançar na discussão de outros temas, não sendo possível por falta de tempo.
Na sua visão este momento pode ser um novo “boom” para o setor da borracha, a partir das primeiras exportações, pelo porto organizado de Porto Velho: “Ainda temos imensos seringais nativos aí, fazendo sombra, dando lucro ambiental, mas eles, os donos, não fazem uso econômico, quem sabe seja esse o novo ciclo da borracha na região”.
O secretário disse também que tudo só está começando, e que um negócio puxa outro. “Na recente visita dos iranianos, a delegação empresarial manifestou interesse em adquirir 5 mil toneladas de carne bovina/mês a partir de fevereiro de 2019. Então, frigoríficos com certificação internacional para o abate animal poderão expandir mercados”.
Da reunião em que participaram os mais importantes empresários do setor de transportes, entre eles o Grupo BDX de Transportes e Socorro Carvalho Transportes, além de empresários da Bolívia (GAD – Pando e Asprogoalpd), restou confirmado consenso sobre o preço (US$ 5,00) o quilo da borracha colocada em Manaus, valor considerado bom em comparação ao da praça de São Paulo, de US$ 6,50.
O empresário Dario Lopes, do Grupo BDX, revelou-se satisfeito com o estabelecimento do consenso sobre o preço da borracha local, mas disse que outros assuntos ficaram pendentes de discussão, entre eles o projeto de exportação de soja para a Coreia do Sul e a definição sobre o Porto Franco da Bolívia em Porto Velho (um terminal próprio para os exportadores bolivianos), que ficaram para outra reunião.
Autor / Fonte: Cleuber Rodrigues Pereira/Secom

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Cultivo de seringais é tradição no noroeste de SP

Por Nosso Campo, TV TEM
 

Tradição no cultivo de seringais — Foto: TV TEM/ReproduçãoTradição no cultivo de seringais — Foto: TV TEM/Reprodução
Tradição no cultivo de seringais — Foto: TV TEM/Reprodução
A safra de látex vai muito bem e as canecas estão quase transbordando. A fartura tem a ver com um manejo eficiente e com a escolha de mudas de qualidade. Tudo isso junto faz da região a mais importante produtora de borracha natural do país.
Estivemos em um dos mais antigos seringais da região. As primeiras árvores foram plantadas na década de 1960, em Poloni (SP). Foi um começo desafiador para a família de Fábio Magrini.
Fábio diz que o pai dele plantou as primeiras árvores no meio do café, cultura que já estava abandonando. O cultivo de borracha ainda era pouco conhecido e, por isso, muitos duvidavam da viabilidade do negócio.
No começo, o processo de beneficiamento da borracha era feito nas fazendas de forma bem rústica. Os cilindros que esticavam as mantas de látex ainda estão na propriedade e hoje são relíquias.
Quase 60 anos se passaram desde o plantio das primeiras árvores. O cultivo da seringueira, que começou de forma tímida, acabou fazendo do Noroeste Paulista uma potência, que hoje é responsável por 60% da produção nacional de borracha.
São 114 mil hectares de área plantada, sendo que a metade ainda nem está produzindo.
(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 16/12/2018)
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Tradição no cultivo de seringais
Enquanto na década de 90 a produção no Noroeste Paulista não passava de cinco mil toneladas de borracha seca, hoje ela supera a marca de 100 mil toneladas. E nos próximos seis anos vai dobrar, segundo a associação do setor, quando 100% dos seringais plantados estiverem produzindo.
Diogo Esperanti, diretor da Apabor, diz que os 124 mil hectares plantados com seringueira conferem ao Estado de São Paulo o título de maior produtor de borracha do Brasil e mostram que há uma heveicultura viável.
O seringal da família Santana fica em Nhandeara. Wanderlei conta que comprou o sítio em 1985 com seis mil pés de seringueira. As árvores ainda eram novas.
O genro de Wanderlei, Marcelo Fachin, foi o responsável pela ampliação do seringal. Ele diz que "pegou gosto" pela cultura e foi expandindo a plantação ao longo dos anos.
Agora, o filho de Marcelo é quem está assumindo a plantação. E, se depender dele, os seringais ainda serão a fonte de renda de muitas outras gerações. Vítor fala que espera que o seringal produza por mais uns 40 anos com as novas técnicas que estão sendo implantadas.
     
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