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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Embaixadora diz que Áustria quer aproximação com Mato Grosso para intensificar negócios


mbaixadora diz que Áustria quer aproximação com Mato Grosso para intensificar negócios


A embaixadora austríaca no Brasil, Irene Giner-Reichl, está em Cuiabá e se reuniu com diretores da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e conheceu dados sobre o relacionamento comercial entre Mato Grosso e o país europeu. Setores como a agroindústria e a geração de energias renováveis estão entre os principais interesses austríacos.
O presidente do conselho do meio ambiente da Fiemt, Cleverson Cabral, enfatizou o enorme potencial de Mato Grosso para a geração de energia solar. A produção de madeira a partir do manejo florestal foi abordada pelo presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Rafael Mason. “Mato Grosso possui atualmente 3,4 milhões de hectares de florestas manejadas. O objetivo é ampliar essa área para 6 milhões de hectares até 2030”, destacou.
Ela e o cônsul geral da Áustria em São Paulo, Klaus Hofstadler, ressaltaram que as empresas austríacas são majoritariamente de pequeno e médio portes, com foco em tecnologias voltadas ao aumento da produtividade.
Para o presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, esse é um perfil interessante para o compartilhamento de conhecimentos com a indústria mato-grossense, que também se caracteriza por um grande número de pequenos e médios empreendedores. “Estamos caminhando para a indústria 4.0 e a inovação é essencial nesse processo. Isso é especialmente importante entre as empresas pequenas e médias, em que a busca pela alta produtividade deve ser incessante”, avaliou, através da assessoria.
A missão diplomática austríaca segue em Mato Grosso até a quinta-feira, visitando as principais entidades que representam o setor produtivo, bem como universidade e órgãos da administração estadual e municipal.
Só Notícias

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Adoção de tecnologias já disponíveis pode aumentar produção de uvas em Mato Grosso

Adoção de tecnologias já disponíveis pode aumentar produção de uvas em Mato Grosso

Mato Grosso possui apenas 50 estabelecimentos agropecuários que produzem uva comercialmente para mesa ou processamento, segundo o Censo Agropecuário de 2017. Entretanto, as condições climáticas, associada à cultura sulista dos colonizadores de boa parte do estado fazem com que a viticultura tenha grande potencial. A falta de assistência técnica capacitada, no entanto, tem sido um entrave à produção.
Um exemplo são os agricultores Nélson e Cecília Maziero. Em 2005 eles começaram a produzir uva em Sinop. Sem assistência, adotaram as práticas de manejo que aprenderam no Sul do país. Porém, logo perceberam que não teriam os mesmos resultados. Buscaram informações com outro produtor em Nova Mutum, a 250 km de Sinop, e, a partir das orientações que receberam, conseguiram melhorar a produção.
Hoje vendem toda a colheita de uvas Niágara e Isabel Precoce e o vinho feito com uvas Bordô na porta da chácara, com preços até 50% mais baixos do que o cobrado nos supermercados locais e, ainda assim, recebendo mais do que o dobro do valor de comercialização em regiões produtoras do país.
Embora o negócio vá bem, a falta de assistência técnica tem limitado a produção a oito toneladas na área de um hectare onde cultivam 2.500 videiras. Número que Sr.Nelson espera ver dobrado na próxima safra apenas com a mudança na forma de fazer a poda de produção. A instrução para isso ele recebeu durante uma visita de pesquisadores e técnicos que foram à sua propriedade como parte das atividades da Capacitação em Vitivinicultura que a Embrapa promoveu em Sinop de 4 a 6 de dezembro.
O curso é parte da Capacitação Continuada de Técnicos em Fruticultura e visa instruir profissionais de assistência técnica e extensão rural para que possam assistir aos produtores rurais dos municípios onde atuam.
Este módulo sobre o cultivo e processamento de uvas era uma demanda antiga, desde 2012, quando a Embrapa Uva e Vinho lançou em Sinop, na Embrapa Agrossilvipastoril, a cultivar BRS Magna, validada em Mato Grosso.
Tecnologia para regiões tropicais
Embora a produção de uvas em Mato Grosso ainda seja pequena, já há tecnologia disponível para o cultivo em regiões tropicais e que se adequam ao clima do estado. Diferentemente da região Sul, onde as plantas entram em dormência no inverno, com o calor constante, elas vegetam o ano todo. Com isso, é preciso fazer duas podas, uma de formação de galhos e outra de produção, obtendo duas safras no ano.
O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho Reginaldo Teodoro de Souza destaca que as condições climáticas de Mato Grosso são semelhantes às da região de Jales (SP), onde a Embrapa tem um campo experimental para desenvolvimento e validação de tecnologias para a uva.
“É uma questão de condução da videira em região tropical. Todas as técnicas já estão estabelecidas. Época de poda, como controlar e como manejar a uva. Já temos até cultivares para a região. Mas deve-se tomar os devidos cuidados com relação às grandes áreas de soja plantadas e uma possível deriva de herbicidas. Um quebra vento com cercas vivas pode resolver o problema”, alerta.
Entre as cultivares recomendadas para a região estão BRS Ísis, BRS Núbia e BRS Vitória, para mesa, e BRS Magna e BRS Isabel Precoce para processamento.
De acordo com o analista da Embrapa Uva e Vinho João Carlos Taffarel, o período chuvoso é uma dificuldade para a cultura no estado, uma vez que a videira é originária de regiões mais secas. Dessa forma, o ideal é passar esse período sem produção. Porém ele garante que com o manejo adequado é possível contornar a adversidade.
“Temos de ter cuidado com melhoria da fertilidade do solo. Usar porta-enxertos adaptado a essa condição. São necessários tratamentos fitossanitários para controlar as principais doenças que causam perdas na produtividade e também morte de planta, que é o caso do míldio da videira. Cuidando desses quesitos básicos e desses detalhes do manejo, certamente se consegue ter sucesso na produção”, afirma Taffarel.
Cultivo no estado
De acordo com o IBGE, 35, dos 141 municípios do estado possuem produção comercial de uva. Isso mostra que a vitivinicultura está espalhada pelas diferentes regiões de Mato Grosso, embora a produção seja pequena e esteja longe de atender a demanda do mercado local por uvas de mesa e para produção de suco.
 A coordenadora do curso e analista da Embrapa Agrossilvipastoril Suzinei Oliveira vê no interesse crescente pela cultura um grande potencial, sobretudo para pequenos agricultores familiares. Por isso, a necessidade de capacitar os profissionais de assistência técnica que darão suporte aos agricultores.
Neste curso foram abordadas desde questões de manejo de solo, escolha de cultivares e porta-enxertos, até o processamento para sucos e vinhos. Passando também pela condução das videiras e técnicas de poda. Houve ainda oportunidade para degustação das variedades de uva e de sucos.
Para o técnico agrícola da prefeitura de Paranaíta Marcelo Soares, a capacitação ajudou a sanar dúvidas que vinha tendo ao assistir dois produtores em seu município e ainda ampliou seu conhecimento sobre o manejo para a região.
“Nós que estamos na ponta, trabalhando com assistência técnica, temos que ter essas oportunidades para aprender um pouco mais sobre essas culturas que são relativamente novas na região. Não temos muito conhecimento dela adaptada para cá”, afirmou.
Novos produtores
Para quem pensa em começar a produzir uva em Mato Grosso, o pesquisador Reginaldo Teodoro de Souza aconselha a cautela. Montar as estruturas de vagar, uma vez que o investimento é alto, e, principalmente, comprar mudas de boa qualidade.
“O ideal é comprar em viveiros credenciados pela Embrapa em Minas Gerais ou no Rio Grande do Sul. Eles pegam material básico da Embrapa e produzem material livre de vírus, com boa sanidade e vendem com raiz nua. Mas é preciso se programar e um ano antes, encomendar os materiais especificando qual cultivar você quer. É perfeitamente viável enviar para cá”, aconselha.
Com base em sua experiência empírica, sr. Nelson Maziero também deixa seu recado para os interessados na cultura.
“A uva é só para quem gosta e tem amor e se dedica a isso. Não é para qualquer um, porque isso dá um trabalho monstruoso. Um trabalho muito grande. É para quem gosta mesmo. Mas vale muito a pena!”

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

CHAPADA DOS GUIMARÃES :EDSON GUERREIRO GUIA DE TURISMO

EDSON GUERREIRO 

GUIA DE TURISMO 
Credencial  no Ministério de Turismo nº 13003582.96-1
Contatos 55(65)9282-4383  

Em CHAPADA DOS GUIMARÃES (MT) BRASIL 

PARQUE NACIONAL -CAVERNA AROE JARI -TRAKKING-ESPORTES RADICAIS 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

CASA VIVA (ARTES & PERSONALIZAÇÕES EM MADEIRAS)

A CASA VIVA
Em RONDONÓPOLIS ,MATO GROSSO, BRASIL.
Situada na AVENIDA JOSÉ BARRIGA 1587 Bairro SANTA CRUZ
FONE (66)3323-1927/9659-34
TRABALHO EM ARTES & PERSONALIZAÇÕES EM MADEIRAS

email:edgarsementino@hotmail.com